sábado, 21 de novembro de 2009

Faz tempo

Sonho sempre sobre o sol
Sentado sinto
A sombra sobre mim
Sob a sola
Sou a sobra
OBRA

Tenho tanto tempo
Tudo tenho
Todo tempo
Tanto tido
Trancafiado trinco
Tísico start
ARTE

Bando de Bobo
Brincam
Batem
Bolam um bico
Beijam
Bica
Birita
Bituca
Boca barrenta
Buca
Cumbuca
Cumbica
VIDA

ACABOU

Chris Clown

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

preciso de sapatos novos




Edson Bueno de Camargo


dos que não apertem os pés
para o conforto
de caminhar junto de meus irmãos
e chegar e ficar em qualquer lugar
para que não existam cercas
que nos impeçam de andar

preciso de sapatos que voem
para que nunca se esqueça a utopia
muito menos a graça
que se acredite no novo
caminhando de mãos dadas com o velho

preciso de sapatos arados
que sulquem os campos
e estes não tenham donos
e a semente que se colher
na divisão
alimente a mim e aos meus
que nunca falte um lugar à mesa
para se compartilhar

preciso de sapatos água
que cavem poços fundos
e do que botar
a sede de todos se possa saciar

preciso de sapatos palavras
para que assim que não falte pão
não falte poesia em nossa casa
e a palavra seja de todos
que dela necessitar
e meu poema não tenha dono
seja da boca que o usar

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Blogagem Coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”




No dia 09 de novembro (uma segunda-feira – é claro) “abra aspas” no seu blog, escolhendo um poeta e uma poesia para deixar mais poética a blogosfera…



A MULHER DE LOT

A mulher de Lot, que o seguia, olhou
para trás e transformou-se numa estátua de sal.
Gênesis

E o homem justo seguiu o enviado de Deus,
alto e brilhante, pelas negras montanhas.
Mas a angústia falava bem alto à sua mulher:
"Ainda não é tarde demais; ainda dá tempo de olhar

as rubras torres da tua Sodoma natal,
a praça onde cantavas, o pátio onde fiavas,
as janelas vazias da casa elevada
onde destes filhos ao homem amado".

Ela olhou e — paralisada pela dor mortal —,
seus olhos nada mais puderam ver.
E converte-se o corpo em transparente sal
e os ágeis pés no chão enraizaram-se.

Quem há de chorar por essa mulher?
Não é insignificante demais para que a lamentem?
E, no entanto, meu coração nunca esquecerá
quem deu a própria vida por um único olhar.

Anna Akhmátova

(tradução de Lauro Machado Coelho)



Ana Akhmátova, pseudónimo de Ana Andreievna Gorenki nasceu nos arredores de Odessa em 1889 e faleceu nos arredores de Moscovo em 1966.

Se quiser fazer algo com as mulheres, ame-as.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

“sabots”,



Diz a lenda que a palavra "sabotagem" teve sua origem na palavra francesa tamanco, que se refere a um grande e pesado tamanco de madeira feito de uma única peça de madeira e usadas pelos trabalhadores. A mais comum teoria da origem do termo é que os primeiros casos de sabotagem foram os franceses “Luddites” que jogaram seus tamancos de madeira, “sabots”, em teares movidos a vapor para entupir a máquina durante a Revolução Industrial.
O nome “luddites”, ou ludistas em português, deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento na Inlgaterra. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas". (Isto tudo so século XVIII, estas pessoas enxergavam longe.)

Canção Ludita

"E noite trás noite, quando tudo está tranquilo
e a lua se esconde por detrás da colina
Nós marchamos para executar a nossa vontade
Com acha, lança ou fuzil
Oh meus valentes cortadores
Os que com um só forte golpe
rompem com as máquinas cortadeiras
O grande Enoch dirigirá a nossa vanguarda
Quem se atreverá a detê-lo?
Adiante sempre todos homens valentes
Com acha, lança e fuzil
Oh meus valentes cortadores..."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Blogagem Coletiva - Dia de Amar Seu Corpo





Dia de Amar Seu Corpo

domingo, 11 de outubro de 2009

LA POESIA NO ES SUFICIENTE

Clemente Padin