segunda-feira, 9 de maio de 2011

Gambiarra Literária: exercício de criação 13

Gambiarra Literária: exercício de criação 13: "E voltamos depois de nosso hiatus... que teve uma boa causa, hehehe. Mas vamos ao que interessa... Exercício de de criação número 13 ..."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mácula - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011


http://www.clubedeautores.com.br/book/43769--Macula

Sobre o livro: "Mácula" - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

Quando fez o prefácio de meu segundo livro, a amiga e poeta Katsuko Shishido Pastore, colocou-se a respeito da coragem de se lançar um livro de poemas, em meio a aparentemente tantos livros publicados, por que mais um entre muitos? Já nos idos de 1949, com as cinzas ainda quentes da guerra e seus horrores, Theodor Adorno nos alerta se é possível fazer o poema em tempo de penúria. Se depois dos campos de concentração e extermínio era plausível ainda o poema.

E digo: não só é possível, como necessário. Publicar um livro de poesia, apesar de tudo por vezes estar contra, é um ato de coragem. A poesia não é salvacionista no sentido de regenerar o tecido morto da sensibilidade de todas as pessoas. Mas ao fazê-lo, o poema, já em si um ato de rebeldia, criamos um rito mágico de anunciação do novo. Segundo a kabala, o verbo cria o mundo, mesmo em muitos mitos de criação, é a palavra a força geradora, é o ato criador dos deuses. Quando vejo uma poeta mulher compondo seus versos, fico muito mais feliz, pois é a fêmea a geradora motriz de mundos. É feminino o processo de criação do poema, algo como uma gestação de palavras, para depois em um parto dar-lhe forma no papel.

O livro Mácula tem um sutil movimento vertical, o movimento de queda para o fundo do abismo, rememora os poetas do século XIX e sua tristeza filosófica. Trabalha com poemas curtos, dando uma certa velocidade vertiginosa à queda para o fundo, para o escuro, para um certo desalento. O que é ótimo. Vivemos em uma sociedade em que a felicidade não é mais uma conquista, mas uma obrigação pesada. Ao dar vazão para sua tristeza íntima, Lidiane Santana, se torna porta voz involuntária dos que querem seu direito à tristeza, ao lúgubre, aos escuros, ao invés deste luminoso mundo novo em que estacionamos. Nas palavras da própria escritora, um momento para tomar um "chá com fantasmas".

Convido ao leitor, para ter um cuidado especial com as entrelinhas, a urdidura do tecido, o fio solto, que a cultura árabe deixa em seus tapetes, para provar que a onisciência é reservada a deus. O fio de Ariadne a desvelar os labirintos. Nestes poemas não encontrarão contos de fada açucarados, ou lições de moral, bravatas, ou algo muito fácil de digerir. É o que não está escrito que intriga. É na incompletude que somos todos humanos, e no entanto é na poesia que não nos promete nada, que talvez encontremos nosso verdadeiro eu: o espelho de Narciso e a palma de seu martírio pelo belo.

É necessário que nos enamoremos do abismo, até para poder domesticá-lo em nós.





Edson Bueno de Camargo
poeta, menestrel de impossibilidades

terça-feira, 26 de abril de 2011

SAPATOS, ETC.

Os sapatos, de preferência velhos e informes, com irregulares placas de barro ou apenas foscos, são muito mais belos que os sapatos lustradinhos, brilhantes que nem parquês. Qual o esteta que não sabe dessas coisas? Nem há de ser por outro motivo que os escultores jamais passam a ferro as calças das suas estátuas. Aqui em Porto Alegre só conheço uma delas, com caprichosos vincos de bronze - é o que logo se nota, porque não parece natural. Natural é a natureza. E a natureza é hippie. Onde já se vou uma árvore ridiculamente simétrica? E qual foi a Brasília que jamais teve esse incomparável imprevisto "ao Deus dará" de uma Itaoca? Bem, nunca falta um leitor para indagar que moralidade a tirar disso tudo... Nenhuma! Eu estava falando de beleza.

Mário Quintana
(Caderno H)

O VELHO SAPATO

Ledalge

Hás de pisar o chão da estrada,
Cheirando o suado barro da terra!
E aonde correres, limparás as valas,
Reacendidas em suas janelas...

Não terás mais, o amargor da espada,
Pisarás o chão, de forma nobilíssima!
Com os calos oriundos da jornada,
Dum carme de devaneios e malícias.

Pisa o chão, velho sapato alto!
Sem as querelas da inconstância,
Sinta-te o próprio Deus da arrogância...

Se aos teus pés, chutares a vida,
A ponto de, não tiveres guarida,
Pra te guiar, sem rumo pelo asfalto.

Concurso Literário de São Bernardo do Campo - reverberações

Concurso Literário de São Bernardo do Campo - reverberações

http://www.dgabc.com.br/News/5880689/s-bernardo-na-rota-literaria.aspx


A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, por meio da SECRETARIA DE CULTURA, torna pública a relação de premiados no EDITAL DO CONCURSO LITERÁRIO, publicado no jornal "Notícias do Município", edição nº 1550, de 12 de março de 2010.

Categoria Poesia ( São Bernardo do Campo )

MARIA DA CONCEIÇÃO SOARES BASTOS

HILDA CAMPIOTTI DA SILVA

ALBERTO LAZZARINI FILHO



Categoria Poesia ( Brasil )

EDSON BUENO DE CAMARGO

MARY FERREIRA BORGES DE CASTILHO

EUSTÁQUIO GORGONE DE OLIVEIRA



Categoria Contos ( São Bernardo do Campo )

ALVAIR SILVEIRA TORRES JUNIOR

RONALDO VENTURA

MARIA ELENA CABRINI LIBORIO



Categoria Contos ( Brasil )

FRANCINE JALLAGEAS

RONALDO CAGIANO BARBOSA

SILVIO ROGÉRIO SILVA



Categoria Dramaturgia ( São Bernardo do Campo )

GUSTAVO DA SILVA GONÇALVES PENNA

MANUEL MESSIAS DA SILVA FILHO

MARCELO MONTHESI



Categoria Dramaturgia ( Brasil )

VALDEREZ CARDOSO GOMES

SOLANGE DIAS

LUIZ CARLOS GOMES BORGES

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sarau da Taba - Sábado a partir das 15h00 – 04/12/2010





Sarau da Taba:

Dia 04 de dezembro, sábado, a partir das 15h00, irá acontecer o último Sarau da Taba de 2010, com o encerramento festivo das atividades da Taba, que no dia 01 de janeiro de 2011, entre fluxos e refluxos, completará 6 anos de atividade.

Acontecerá também a Noite de autógrafos dos livros dos ilustres membros da Taba, "Os que não leram Os Sertões fizeram do mesmo um livro difícil", de Aristides Theodoro e "Estilhaços Urbanos", de Macário Ohana Vangélis.

Estão desde já todos convidados a participar com sua arte, em uma agradável casa bandeirista e seu clima secular, onde todos tem voz e vez..



Local - Museu Barão de Mauá
Centro de Referência da Memória e História da Cidade
Av. Dr. Getúlio Vargas, 276 – Vila. Guarani – Mauá – SP - Telefones: 4519-6456

Sábado a partir das 15h00 – 04/12/2010