quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Macumbaria Poética - Arte ancestral (DIÁLOGOS&RESPEITO=DIVERSIDADE&SABERES), (by) Negozébantupepetupinambázezinhonaladeiradoabc7golpes, e ou simplesmente: Zézinho, e ou Geraldo, e ou Neres, e ou meu nome magístico: "Nic"; aquele que vem antes do vinho; o advinho, e ou:

hoje (Leia até o final / Read to the end / Leer hasta el final): soul do sol ancestral. dá dó nas ladeiras urucun comes&damião. são dois e dois na gira a brincar de bom dia.

e fica assim:

!bate no peito. sou angola. sou a fumaça. seu medo. seu pesadelo. sou capoeira. na ladeira e na montanha. quero ver fumaça apagar o vento da criação e criar uma humanidade nova. quero meus colares e guias. quero o ouro a prata. quero a semente de aruanda. quero embolar meus irmãos e irmãs. quero ver roda girá. camará cacará. vamos embolar na capoeira. não fumaça ancestral o mundo não tem borda ou margem a gente é tudo junto e misturado. vem pra gira irmão!

?cantar minhas palavras de aprendiz ao lado de guerreiros e guerreiras: é água ancestral que me banha sempre; mas olhe a montanha: eu tenho os olhos vermelhos. não bloqueia eu mais não. (quer saber quem eu sou? olhe no seu espelho!).

-estilo: "metalforrotrashancestralnic"; macaxeira venenosa com sorvete de creme das águas garrçaaaaaaaaa. vem ai os "águias do oriente". quem vem?

-bom. queria dizer dia. queria dizer tanta coisa e talvez marcar um encontro musical com os "águias do oriente", mas você faceburro não entendi de música ou amizade além do circulo pequeno e infinito das amizades. então me passe um café. um suco. e deixa de me perguntar bobeiras. eita.

?!(7)= minha fé é meu aprendizado musical de vida e de amor. nela há música, há dança, há a pele dos atabaques ancestrais. há as ervas que iluminam e curam. há a justiça, há a criação, há a gestação, há o alimento e há fartura. há os mistérios do criador celestial (gosto de pensar nele no feminino; me desculpem mas águas tem esse sabor; bebo nesta água e continuo a viver a me renovar a celebrar a humanidade: respeito pela sabedoria e pratica dos mistérios magísticos de viver em harmonia e equilibrio natural e simples). acredito e tento fazer parte da minha caminhada de vida e aprendizado. bom dia, boa tarde, boa noite, boa de madrugadinha! amar a vida em toda sua tonalidade e intensidade e amor. sempre.

((&))=Um recado: fazer arte, é fazer arte, e não esquecer que temos que também lavar as louças, limpar a casa, e rezar para que os projetos sejam realizados, e continuar a acreditar que fazer arte é possível e necessário. Existe mais glamour em lavar, passar, limpar a casa, e continuar a acreditar que é possível acreditar algo. O sol nasce para todos; então vamos acreditar e realizar (acreditar apenas é inércia: tem que haver ação e reação). Que o Criador Maior sempre nos ilumine.

(by) Negozébantupepetupinambázezinhonaladeiradoabc7golpes, e ou simplesmente: Zézinho, e ou Geraldo, e ou Neres, e ou meu nome magístico: "Nic"; aquele que vem antes do vinho; o advinho, e ou: 
Macumbaria Poética - Arte ancestral (DIÁLOGOS&RESPEITO=DIVERSIDADE&SABERES).

---novamente digo: dia do bom dia! (quero ver esse dia!).

=desejo a você o melhor dia da sua vida, e de todas as vidas. em todos os dias: sempre e sempre. e não venha me dizer que você o sol está cansado; ele que vá escutar um pouco de música ou empinar uns anjos de rinke.

=desejo a você o melhor dia da sua vida, e de todas as vidas. em todos os dias: sempre e sempre. e não venha me dizer que você o sol está cansado; ele que vá escutar um pouco de música ou empinar uns anjos de rinke.

três é um bom número. então sol! músíca para caminhar nos trabalhos nos braços da vida! quero ver a gira gira!

Abraços a todos e todas. Saravá & Axé.
José Geraldo Neres / José Geraldo Neres / José Geraldo Neres / Macumbaria Poética - Arte ancestral / Olhos de Barro / & o Mestre Pupa Buddah Pupa

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pássaros de papel - Pájaros de papel, de José Geraldo Neres, edição bilíngüe. (mantendo o projeto original da edição artesanal DULCINÉIA CATADORA 2007), agora pela Antaura Ediciones (España).

Em breve meu primeiro livro estará nos braços de novos leitores! Qual livro? O primeiro: Pássaros de papel - Pájaros de papel, de José Geraldo Neres, edição bilíngüe. (mantendo o projeto original da edição artesanal DULCINÉIA CATADORA 2007), agora pela Antaura Ediciones.

Volume 1, capítulo I (a Dalila Teles Veras)
“gotas de dias, a janela abre, visita de vagalume”.
“gotas de días, la ventana abre, visita de luciérnaga”. 

capítulo II, (a Beth Brait Alvim)
“gênesis: relâmpago-pecado, corpos na muralha d’ água”.
“génesis: relámpago-pecado, cuerpos en la muralla de água”.

Volume 2, capítulo III, (a Claudio Willer)
“urbano: palavra sem força, brinca o silêncio”.
“urbano: palabra sin fuerza, juega el silencio”.

capítulo IV, a (Cláudio Feldman)
“ingênuo: sonho de inverno, no peito; os pássaros ciganos”.
“ingenuo: sueño de invierno, en el pecho; los pájaros gitanos”.


©Del portugués, José Geraldo Neres.
©De la traducción, Marcela Collins.
©Por la presente edición, Antaura Ediciones, 2013.
antauraediciones@hotmail.com

apresentações em português: por Ricardo Alfaya e Teruko Oda.
en español: Blanca Castellon, Oscar Portela, y Nicasio Urbina.

Obrigado Antonio Alfeca, por mais essa publicação. Obrigado.

Dulcinéia Catadora é um projeto-irmão do Eloísa Cartonera, que se propõe a oferecer a pessoas que nunca tiveram contato com a produção artística, a possibilidade de desfrutarem da criação. Todas as iniciativas do Dulcinéia Catadora têm sempre o compromisso com a distribuição do conhecimento e da renda, num ambiente de criatividade. O projeto, que tem o apoio do Movimento Nacional do Catadores de Recicláveis, trabalha com catadores de lixo, editando livros de contos e poesias com capas feitas de papelão comprado dos catadores a um real o quilo, quando eles normalmente o vendem a 30 centavos. As capas são pintadas à mão por filhos de catadores.
Agradeço e muito a Lucia Rosa por acreditar em livros/arte/humanidade.

¡Olé Arriba! ¡Llegó Gitanos! ¡Saludos a la caravana, y los hijos del viento! - minha homenagem ao saudoso Alberto Marsicano

¡Olé Arriba! ¡Llegó Gitanos! ¡Saludos a la caravana, y los hijos del viento!

Vagueamos pela Terra, nossos corações são plenos de júbilo e nossas almas plenas de sonhos (Provérbio cigano). 

Me emociono com este domingo, e como estou longe deste irmão e mestre, fica aqui minha homenagem ao saudoso Alberto Marsicano (recebi a notícia do desencarne dele: prefiro deixar este fragmento de um canto ancestral dele):

“El duende” – termo magístico utilizado pelo povo cigano para exprimir o poder mágico ou força que imanta certos artistas. É um poder, não uma atitude; é uma luta, não um conceito, e nenhuma emoção é possível sem sua mediação. 

Posso chamar de um pequeno trecho caminhando junto aos Filhos do Vento. Certamente outros detalhes de cunho magístico e religioso deveriam serem mencionados, mas como não é possível fixar o vento, o tempo escorre por entre os dedos e os carroções continuam sua jornada, e pode ser consultado/encontrado no livro “Os Ciganos na Umbanda” – Alberto Marsicano e Lurdes de Campos Vieira, (Madras).

*fragmento da palestra:“Os filhos do vento” & “O Romanceiro Cigano, do poeta espanhol Federico García Lorca” – com o poeta José Geraldo Neres, no Templo de Umbanda Pai Joaquim de Angola e Caboclo treme Terra, Dirigente Espiritual Mãe Zilda e Pai Pequeno Alexandre. Durante a FESTA ESOTÉRICA (10/07/2011)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Neres recomeçou a cantar: "MACUMBARIA POÉTICA"

José Geraldo Neres & Amigos= "MACUMBARIA POÉTICA").

Apresentado durante a apresentação do livro "Radovan Ivsic - Poesia Reunida", Lumme Editor, tradução de Eclair Antonio Almeida Filho, 1ª edição 2013.

Contando com a presença de AnnieLe Brun (Viúva do poeta Radovan Ivsic; importante escritora, poeta e crítica de arte/literatura francesa), e importantes acadêmicos e escritores brasileiros.
https://www.facebook.com/josegeraldoneres/posts/377810665658310

sexta-feira, 2 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Teatro empírico da Outra Margem do Rio"








Acabei de fazer a leitura completa do livro " Teatro empírico da Outra Margem do Rio", onde o autor, Caio Evangelista,  discorre de forma autobiográfica, sua trajetória no teatro, que coincide e se confunde em muito com a história do teatro em minha cidade, Mauá-SP.

Em muito momentos me diverti na leitura por estar de certa forma envolvido nos acontecimentos, tanto como protagonista, como antagonista, e muitas vezes como mero expectador dos fazeres da Cultura.

Confesso que as partes que gosto mais é quando o autor mergulha em sua infância, assim como mergulhou no Velho Chico e este quase o levou.

Das águas que sobraram em suas tripas, tece o que de fato é memorável na vida, as histórias de sua Vó Redonda, pisando paçoca de pilão, que me deixou aguado até agora de vontade de comer desta paçoca com uma café bem forte. De ver a velhinha pitando no borralho, como fazia a madrinha de meu pai. Igual como todas as avós negras e índias deste Brasil afora.

Das suas traquinagens de menino, e de quanto estas raízes matutas lhe ensinaram sobre a modernidade do teatro. Se fosse Caio fazia de escrever sobre este menino cheio d'água, de pés de barro, feito um personagem africano de Mia Couto. Como vivido em um conto de Guimarães Rosa, sair em uma canoa ria acima e rio abaixo. Vingar-se da represa que abarcou e engoliu sua casa de nascença.

Enfim, a leitura do livro flui de forma quase natural, e apenas em um momento ou outro fica enumerativa de acontecimentos, para depois se perder em lembranças da casa de seus pais, para mim os melhores momentos. Leitura muito recomendável, mesmo que aparentemente geograficamente localizada a narrativa, no entanto muitas coisas a torna universal, já que a grande história do mundo é o entrelaçamento de todas as histórias, e sua urdidura a poesia, que vai ser encontrada em muitos bons momentos neste livro.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Coisas deleitáveis e coisas abomináveis

Proponho aqui um divertido exercício literário, inspirado nesse texto http://sapateirosdepalavras.blogspot.com/2011/06/texto-de-paulo-mendes-campos.html, façamos uma lista de coisas abomináveis e de coisas deleitáveis, parafraseando Paulo Mendes Campos. Seguem minhas listas:

Coisas abomináveis

Filas quilométricas de qualquer coisa em qualquer ocasião; Trem ou metrô em horário de pico; Berreiro de criança; Equação matemática; Cartão quando dá erro na leitura; Testemunha de Jeová batendo na porta em pleno domingo de manhã; Música sertaneja; Programação de domingo na Tv aberta; Programa humorístico da globo; Barata;Trabalhar no feriado ou ter de ficar depois do horário de expediente; Obrigações de qualquer espécie; Discurso de miss; Queda de energia elétrica; Morte de artista excepcional; Velho reclamando; Homem que bate em mulher; Trânsito lento; Correios em greve; Preencher gabaritos; Pia entupida; Sala de espera de hospital; Gente racista, sobretudo tentando justificar ou encobrir o racismo; Pernilongo;Perda de tempo;Ataque de asma; Injeção; Novelas; Demagogia; Senso comum; Resfriado; Afetações de qualquer espécie; Jogador de futebol dando entrevista ou “atuando” em comercial; Artistas decadentes se elegendo para cargos políticos; Eleitores desses artistas decadentes; Comercial da coca-cola com mensagem “altruísta”; Declaração de amor em carro de som pelo microfone com Love songs ao fundo no último volume; Sua santidade o Papa “contra métodos contraconceptivos, células tronco e etc” e fazendo vista grossa para a prática de pedofilia na igreja ; Conjuntivite; Conservadores de direita praticantes; Fofoqueiros, puxa-sacos, bundões, pelegos e Cia Ldta; Ostentação; Fingimento; Difamação, sobretudo quando é a nossa;Mau gosto artístico; Trabalho em grupo com idiotas; Negros nazistas, mulheres machistas e pé rapados capitalistas;Ralar os joelhos; Dívidas, Danos ou prejuízos; Bulliyng; Decepção amorosa; Unha lascada; Trabalhar em call Center; Distorção da verdade ou eufemismos; Inversão de valores; Celular fora de área; Calor excessivo; Pés gelados; Fazer a social com quem a gente não tem afinidade.


“Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro.”

Machado de Assis

Coisas deleitáveis

Cheiro de café fresco; Sacar FGTS; Ser aplaudido com entusiasmo e sinceridade; Brigadeiro de panela; Rock’n’roll; Rapaz bonito; Mar à noite; Beijar (a qualquer hora do dia); Sorvete; Pipoca doce; cochilo no sofá; Tocar numa borboleta; Publicar um livro antes dos 25; Amora do pé; Lua cheia; Peça dramática; Filme de suspense; Livro de romance, sobretudo os proibidos, de autores que estiveram na lista no índex; Roseira branca; Roupa de ficar em casa; Calçar chinelos; Gente culta; Parque do Ibirapuera; Álbum branco dos Beatles; Caixa de giz de cera novo; Bolo de milho; Banho de chuva no verão; Devorar lata de leite condensado; Bohemian Rhapsody do Queen; Conhecer um genttle man; Gato dormindo ou ronronando; Ser jovem; Fazer poesia; Solo de guitarra; Causar polêmica; Ter habilidades raras ou diferentes como ser ambidestro ou ter excelente pontaria; Soprar dente-de-leão; Desenhar; Cafuné; Gente que ainda diz “senhorita”, “por obséquio” e “sua pessoa”; Fascinação instrumental no violino; Carinhoso na voz de Elis; Balanço de parque; Batata frita; Sessão de cinema com sala quase vazia; Mascar chiclete; Cheiro de novo; Porcelana de dois séculos intacta; Paranapiacaba; Filhote de cachorro; Coincidências; Maria Bethância declamando poesia; Caetano Veloso “puto”(vamo botar essa porra pra funcionar!) ; Roupa cheirando a amaciante; Prédios antiqüíssimos de São Paulo; Desenho animado dos anos 80; Aula de educação sexual na quinta série; Comer doce escondido; Óculos Ray-ban; Dar gargalhada; Bala 7 belo sabor framboesa; Rabiscar folha de papel em branco; Poemas eróticos dos mais sujos de Bocage; Bélle époque; Pintura de Monet; Lápis apontado na faca; Pinhão cozido; Quaresmeira em flor; Comer fora; Ser autodidata em alguma coisa; Amendoim torrado;Começo de namoro; Gente imparcial até mesmo quando se trata da família: “Meu irmão? Aquele ali não vale o feijão que come”; Cheiro de naftalina; Dormir, sobretudo após ter feito sexo; encontrar desafeto na rua e perceber que ele está decadente; Fazer o que se tem vontade, seja fazer uma greve ou apenas mudar um móvel de lugar;Falar o que pensa; Escrever aquilo que bem entender, inclusive esse texto.

Lidiane Santana